Segurança Pública: Entenda como PMs do AM foram presos em SC por integrar esquema violento de agiotagem

W. Martins
Redator

Atualizado em 21/05/2026 às 01:13

Segurança Pública: Entenda como PMs do AM foram presos em SC por integrar esquema violento de agiotagem

Equipe da Polícia Civil do Amazonas em coletiva sobre operação de combate à agiotagem e lavagem de dinheiro. (fonte: Ilustração / Diário Nexus).

A Operação Covil do Mamon revelou um esquema de agiotagem e extorsão que movimentou R$ 24 milhões e expôs a participação de dois policiais militares do Amazonas, presos em uma praia de Santa Catarina após trabalho conjunto de inteligência.


O que a investigação descobriu

O caso começou de forma inesperada, quando uma mulher procurou a polícia relatando um possível aborto. A denúncia levou os investigadores a um cenário muito mais amplo: uma rede de empréstimos com juros abusivos, cobranças violentas e dívidas que se multiplicavam de forma desumana. Segundo a Polícia Civil, valores de R$ 150 se transformavam em dívidas superiores a R$ 45 mil — e, em alguns casos, ultrapassavam R$ 400 mil.

A investigação identificou dois núcleos criminosos estruturados, responsáveis por extorsão, tortura, sequestro, cárcere privado e até homicídios ligados às cobranças. As vítimas relatam agressões, ameaças e perda de bens como carros e imóveis.

A prisão dos policiais em Santa Catarina

Os dois PMs do Amazonas foram localizados em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, após troca de informações entre setores de inteligência. Eles já respondiam a processos disciplinares e estavam afastados das funções. A Polícia Militar do Amazonas afirmou que não compactua com corrupção e que novas medidas administrativas serão tomadas após o avanço das investigações.

A operação e o impacto financeiro do esquema

A Covil do Mamon cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, sequestrou 42 veículos, sete imóveis e bloqueou contas bancárias ligadas aos investigados. A rede de lavagem de dinheiro se estendia por Amazonas, Paraíba, Roraima e Santa Catarina, mostrando a dimensão interestadual da organização.

Durante a ação, foram apreendidas armas, espadas, computadores, celulares e diversas mídias digitais. A polícia não descarta uma segunda fase da operação, já que novos desdobramentos continuam surgindo.

Violência como ferramenta de cobrança

Entre os casos mais graves está o de uma mulher baleada três vezes e que sobreviveu. Outra vítima teve um apartamento tomado pelos criminosos, enquanto uma terceira perdeu o carro como forma de pagamento. Segundo a polícia, o medo era o principal instrumento de controle dos agiotas.

Leitura Nexus: o que o caso revela sobre o crime organizado

A operação expõe como redes criminosas conseguem se infiltrar em diferentes estados e até em instituições públicas, utilizando violência e lavagem de dinheiro para sustentar negócios ilícitos altamente lucrativos.

A prisão de policiais envolvidos reforça a urgência de mecanismos de controle interno e integração entre forças de segurança para impedir que estruturas criminosas se fortaleçam.

Edição e Análise: Redação Diário Nexus

Fonte da Informação: Portal ND+

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