O "Custo Ilha" da Insegurança: Por que Florianópolis lidera furtos em SC e como o Centro virou zona de alerta

W. Martins
Redator

Atualizado em 14/04/2026 às 08:20

O "Custo Ilha" da Insegurança: Por que Florianópolis lidera furtos em SC e como o Centro virou zona de alerta

"Transeuntes em rua deserta do Centro de Florianópolis; câmeras de monitoramento e patrulhamento policial tentam conter a criminalidade na regiircão. (Fonte: Reprodução / Diário Nexus)"

Ao registrar o dobro de furtos proporcionalmente à maior cidade do estado, Florianópolis expõe um Centro que sofre com o esvaziamento residencial e a reincidência criminal. O comportamento de alerta do pedestre e o fechamento de comércios tradicionais sinalizam que a tecnologia de monitoramento, sozinha, não consegue conter o colapso da segurança urbana no coração da capital.


O Mapa do Medo: Centro e Praça XV de Novembro no Topo

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que Florianópolis registrou 14,9 mil furtos e roubos em 2025. O Centro concentra a esmagadora maioria das ocorrências (5.014), deixando bairros como Ingleses (749) e Canasvieiras (644) em um patamar distante. A Praça XV de Novembro lidera o ranking de endereços mais visados, com 640 casos registrados, seguida pela Avenida Paulo Fontes (345).

Fonte: Portal ND+ / LAI.

A "Porta Giratória" da Reincidência

Um dos maiores desafios apontados pelas forças de segurança é a impunidade. Relatos da Guarda Municipal e da PMSC indicam casos de indivíduos presos três vezes na mesma semana por furto de fiação. Um dos suspeitos detidos recentemente acumulava 40 registros criminais, evidenciando que a resposta policial esbarra em um sistema jurídico que não retira o criminoso contumaz de circulação.

Leitura Nexus: A falha dos "Olhos da Rua"

O Diário Nexus observa que o problema da capital é, antes de tudo, urbanístico. O Centro tornou-se um "bairro de passagem". Sem pessoas morando e ocupando as calçadas à noite, a vigilância natural desaparece. A integração de 2.200 câmeras e o uso de IA são ferramentas vitais, mas não substituem a vida urbana. A solução passa obrigatoriamente pela ocupação residencial e pela reforma da lei de execução penal, interrompendo o ciclo de "enxugar gelo" das polícias.

Resposta Tecnológica

Para conter a onda criminal, a prefeitura aposta no videomonitoramento inteligente. Atualmente, 700 câmeras realizam reconhecimento facial e leitura de placas, integradas a outras 1.500 câmeras da rede privada (Khronos). O objetivo é criar um cerco digital que identifique foragidos em tempo real, tentando compensar a escassez de "olhos humanos" nas ruas desertas da madrugada.

Fonte da Informação: Edição e Análise: Redação Diário Nexus

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