Funcionário demitido é preso: empresário é sequestrado e executado em Balneário Camboriú

W. Martins
Redator

Atualizado em 12/05/2026 às 11:36

Funcionário demitido é preso: empresário é sequestrado e executado em Balneário Camboriú

Viatura da Polícia Militar de Santa Catarina em cena de isolamento noturno, ilustrando o caso do empresário assassinado em Balneário Camboriú. (fonte: Ilustração / Diário Nexus).

Alfredo Fraga dos Santos, de 53 anos, foi sequestrado na garagem de um prédio e encontrado morto com tiro na cabeça e pernas amarradas em área de mata em Gaspar. Dois suspeitos foram presos — um deles era ex-funcionário da vítima.


Sequestro na garagem e ação registrada por câmeras

O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (11), no bairro Barra, em Balneário Camboriú. Imagens de segurança mostram dois homens rendendo Alfredo Fraga dos Santos dentro da garagem de um edifício na esquina das ruas Orivaldo Cunha e João Tibúrcio Corrêa.

Os criminosos chegam em um Volkswagen Saveiro, abordam o empresário e o obrigam a entrar no veículo. Em seguida, a vítima é transferida para uma Chevrolet Spin, usada para deixar o local.

Corpo encontrado por acaso em Gaspar

Horas depois, o corpo de Alfredo foi localizado em uma área de mata no bairro Arraial do Ouro, em Gaspar. Um vendedor ambulante que parou para urinar avistou o corpo e acionou a Polícia Militar.

No local, os policiais confirmaram que o empresário estava com um tiro na cabeça e as pernas amarradas, indicando execução. A cena reforça a hipótese de crime premeditado.

Suspeitos presos em Campinas e Blumenau

As investigações avançaram rapidamente. Um dos suspeitos — ex-funcionário de Alfredo, demitido recentemente — foi preso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), em ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar.

O segundo envolvido foi capturado pela Polícia Militar em Blumenau. A motivação ainda não foi oficialmente confirmada, mas a demissão do funcionário é tratada como possível estopim para o crime.

Leitura Nexus: o que o caso revela

O assassinato de Alfredo Fraga expõe um padrão crescente em Santa Catarina: crimes violentos cometidos por pessoas próximas às vítimas, muitas vezes motivados por rupturas profissionais ou conflitos pessoais. A frieza da execução e a tentativa de fuga interestadual indicam planejamento.

Para as forças de segurança, o desafio agora é entender se o crime foi isolado ou parte de uma rede maior de extorsão e sequestro. A rapidez das prisões mostra eficiência operacional, mas também evidencia a necessidade de reforçar mecanismos de prevenção em áreas urbanas de alto padrão.

A investigação deve avançar sobre possíveis cúmplices, rotas utilizadas e a real motivação por trás do sequestro. A resposta do Estado será determinante para evitar que casos semelhantes se repitam na região.

Edição e Análise: Redação Diário Nexus

Fonte da Informação: Portal ND+

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