Tensão Global: Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz após bombardeios de Israel no Líbano
Publicado em 08/04/2026 às 14:46
"Navio petroleiro navegando pelo Estreito de Ormuz. (Imagem gerada por IA / Diário Nexus)"
O frágil cessar-fogo no Oriente Médio está à beira do colapso. O governo do Irã ameaçou retaliar Israel e romper o acordo de trégua nesta quarta-feira (8), em resposta aos intensos bombardeios realizados contra a capital libanesa, Beirute, e o sul do Líbano.
Fontes oficiais de Teerã afirmam que o regime israelense violou os termos do acordo temporário. A mídia estatal iraniana alertou que o país pode iniciar uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, exigindo que o cessar-fogo inclua todas as frentes, inclusive Gaza e Líbano.
Ameaça ao Petróleo Mundial e o Estreito de Ormuz
Um dos pontos mais críticos da crise é a defesa do fechamento do Estreito de Ormuz por parte de autoridades iranianas. O local é o ponto de passagem de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
As Forças Armadas do Irã informaram que manterão um controle "inteligente" sobre a região. Vale lembrar que a abertura do Estreito por duas semanas era uma das condições fundamentais do acordo costurado entre os Estados Unidos e o Irã.
Ataque devastador: 100 alvos em 10 minutos
Enquanto a diplomacia tenta agir, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram uma operação massiva, atingindo 100 alvos em apenas dez minutos no Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que, embora apoie o acordo com os EUA, o Líbano ficaria fora da trégua.
O Ministério da Saúde do Líbano reportou dezenas de mortes e centenas de feridos apenas nos ataques de hoje. Desde o início desta fase do conflito, em 2 de março, o número de mortos já ultrapassa 1,5 mil pessoas, com mais de 1 milhão de deslocados.
Diplomacia em xeque e o risco de guerra total
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do acordo, fez um apelo urgente pela moderação. Segundo ele, a violação compromete seriamente o processo de paz que a diplomacia tenta construir.
O cenário é de incerteza absoluta: o Hezbollah orientou que os moradores não retornem às suas casas, enquanto o governo libanês acusa Israel de desprezo total pelo direito internacional e ataques a bairros residenciais densamente povoados.