Passageiros Deixam Navio Após Surto de Hantavírus: evacuação concluída e OMS monitora novos casos
Atualizado em 11/05/2026 às 10:02
Ilustração do Navio MV Hondius atracado no porto de Granadilla, em Tenerife, após conclusão da evacuação por surto de hantavírus. (fonte: Ilustração / Diário Nexus).
A evacuação do navio MV Hondius foi concluída neste domingo (10), quase um mês após o surto de hantavírus que deixou três mortos a bordo. Passageiros e tripulantes de diversas nacionalidades foram retirados em etapas ao longo do dia, sob rígidos protocolos de segurança. O Diário Nexus analisa como a operação internacional expõe desafios sanitários e logísticos em surtos ocorridos em embarcações.
Os Fatos
A retirada dos ocupantes ocorreu ao longo de ontem (10). Os primeiros a desembarcar foram 13 passageiros espanhóis e um tripulante, por volta das 5h30 (horário de Brasília). A operação mobilizou mais de 30 profissionais da Unidade Militar de Emergências da Espanha, que exigiram o uso de trajes de proteção completos.
Após deixarem o porto de Granadilla, em Tenerife, os espanhóis foram levados ao Aeroporto de Tenerife Sul e seguiram em um avião militar para a Base Aérea de Torrejón, em Madri, onde foram encaminhados ao Hospital Gómez Ulla para quarentena.
Na sequência, cinco franceses também foram retirados. Durante o voo para Paris, um deles — que estava assintomático — passou a apresentar sintomas compatíveis com hantavírus, segundo informou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
A Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, confirmou que todos os 102 passageiros e 47 tripulantes foram desembarcados conforme a chegada dos voos de repatriação. A evacuação foi concluída ainda na noite de domingo.
Contexto Ampliado
A operação seguiu diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que determinou o transporte imediato de todos os viajantes para seus países de origem, onde permanecerão em quarentena.
Com o desembarque finalizado, cerca de 30 tripulantes permaneceram a bordo para conduzir o navio até Rotterdam, na Holanda — viagem estimada em cinco dias. O MV Hondius será reabastecido e receberá suprimentos antes de seguir viagem.
Até ontem, a OMS confirmava seis casos de hantavírus entre os viajantes, incluindo as três mortes registradas desde o início da viagem. O surto começou após o navio partir de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e evoluiu com óbitos em diferentes momentos da rota.
Impacto Prático
A evacuação internacional mobilizou aeronaves militares, equipes de biossegurança e hospitais especializados. Para os países envolvidos, o caso reforça a necessidade de protocolos robustos para surtos em embarcações, especialmente em rotas longas e isoladas.
Para o leitor, o episódio evidencia como doenças transmitidas por roedores podem se espalhar rapidamente em ambientes fechados e como a resposta coordenada entre governos e OMS é essencial para conter riscos sanitários.
Leitura Nexus: O Que Esperar Agora?
Para o Diário Nexus, o encerramento da evacuação marca apenas o início da fase mais crítica: o monitoramento clínico dos repatriados. A cepa andina do hantavírus, altamente letal, exige vigilância constante e respostas rápidas caso novos sintomas apareçam.
A curto prazo, a OMS deve consolidar dados sobre a cadeia de transmissão e avaliar se houve contágio secundário. A médio prazo, cresce a pressão para que companhias de cruzeiro revisem protocolos sanitários e ampliem transparência sobre surtos a bordo. O ponto de observação será o relatório final da OMS e eventuais recomendações internacionais.
Próximos Passos
Com a evacuação concluída, o MV Hondius segue agora para Rotterdam, onde deve passar por nova inspeção sanitária. Passageiros e tripulantes permanecem em quarentena em seus países de origem, enquanto autoridades europeias e a OMS investigam a origem e o alcance do surto.
Edição e Análise: Redação Diário Nexus