Douglas Santos ganha protagonismo: lateral explica papel tático ao lado de Vini Jr. na estreia da Seleção
Atualizado em 16/06/2026 às 13:19
Douglas Santos ganha destaque no lado esquerdo e reforça a estratégia de Ancelotti ao liberar Vini Jr. para criar jogadas. (Fonte: Ilustração / Diário Nexus)
Após quase uma década longe da Seleção, Douglas Santos voltou ao time com força sob comando de Carlo Ancelotti. Na estreia da Copa, o lateral foi um dos destaques do Brasil e detalhou como seu papel tático tem sido fundamental para liberar Vinícius Júnior no setor esquerdo.
Retorno à Seleção e confiança de Ancelotti
Douglas Santos vive um momento raro na carreira: depois de estrear pela Seleção em 2016 e passar anos fora das convocações, voltou a ganhar espaço com Carlo Ancelotti. O italiano o utilizou em seis dos 12 jogos antes da Copa, tornando-o o lateral mais acionado do ciclo.
Em coletiva nos Estados Unidos, o jogador destacou que o treinador acompanha seu desempenho no Zenit e tem reforçado sua evolução defensiva. Segundo Douglas, Ancelotti pede que ele aproveite suas características ofensivas, mas sem perder solidez na recomposição.
A confiança do técnico se refletiu na estreia contra o Marrocos, quando o lateral mostrou equilíbrio entre marcação e apoio, sendo um dos nomes mais elogiados da partida.
A parceria com Vinícius Júnior no lado esquerdo
Douglas Santos explicou que sua função tática tem como objetivo principal dar liberdade para Vinícius Júnior atuar mais solto. O lateral avança em momentos específicos para atrair marcação e abrir espaço para o camisa 7 explorar sua velocidade.
Ele destacou que a comunicação entre os dois é constante, já que o lado esquerdo também recebe aproximações de Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha e Bruno Guimarães. Essa dinâmica cria superioridade numérica e facilita a criação de jogadas.
Contra o Marrocos, a estratégia ficou evidente: Douglas sustentou a linha defensiva quando necessário e, ao mesmo tempo, apareceu como elemento surpresa no ataque, permitindo que Vini Jr. tivesse mais liberdade para desequilibrar.
Próximo desafio: Brasil x Haiti
Com um ponto no Grupo C, o Brasil se prepara para enfrentar o Haiti na sexta-feira (19), em Filadélfia. Apesar da grande diferença no ranking da Fifa — sexto lugar contra o 83º — Douglas Santos reforçou que não existe jogo fácil em Copa do Mundo.
O lateral lembrou que a competição tem registrado partidas equilibradas, inclusive entre seleções de níveis distintos. Para ele, o Brasil precisa manter foco emocional e físico para evitar surpresas e buscar a primeira vitória no torneio.
O Haiti chega pressionado após perder para a Escócia na estreia, mas deve apostar na intensidade para tentar dificultar a vida da Seleção.
Leitura Nexus: o papel tático de Douglas e o impacto no jogo do Brasil
A presença de Douglas Santos no time titular mostra que Ancelotti busca um lateral mais cerebral, capaz de equilibrar o setor e liberar Vinícius Júnior para ser decisivo. O Brasil ganha profundidade e previsibilidade menor, já que o lateral alterna entre apoiar e fechar espaços.
A parceria com Vini Jr. tende a ser um dos pilares ofensivos da Seleção nesta Copa. Quando o lateral sustenta a base defensiva, o atacante encontra mais liberdade para receber entre linhas e acelerar, algo que ficou claro na estreia.
Para os próximos jogos, o ponto-chave será manter essa sincronia. Se Douglas continuar entregando consistência e leitura de jogo, o lado esquerdo pode se tornar a principal arma brasileira no Mundial.
O que esperar do Brasil nos próximos jogos
A atuação de Douglas Santos indica que Ancelotti encontrou uma solução equilibrada para o lado esquerdo, combinando segurança defensiva e apoio ofensivo. Essa estabilidade pode ser determinante para o desempenho da Seleção na fase de grupos.
Com o Haiti pela frente, o Brasil terá a chance de ajustar movimentações, testar variações e buscar maior eficiência no último terço do campo. A tendência é que o time explore ainda mais a parceria entre Douglas e Vinícius Júnior.
Edição e Análise: Redação Diário Nexus