Brasil inicia construção da maior ponte da América do Sul: obra de R$ 11 bilhões promete transformar logística e gerar 7 mil empregos

W. Martins
Redator

Atualizado em 15/07/2026 às 12:50

Brasil inicia construção da maior ponte da América do Sul: obra de R$ 11 bilhões promete transformar logística e gerar 7 mil empregos

Imagem mostra a estrutura da Ponte Salvador–Itaparica sobre a Baía de Todos‑os‑Santos, destacando seus elementos estaiados e trechos elevados. (Foto: Reprodução / ND+).

Com investimento de R$ 11 bilhões e extensão de 12,4 km sobre o mar, a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica começa a sair do papel e promete mudar o mapa da mobilidade na Bahia. O projeto, considerado o maior da América do Sul, deve reduzir em até 200 km o transporte de cargas e beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas em 250 municípios.



O que está sendo construído

O Sistema Ponte Salvador–Itaparica inclui uma travessia estaiada sobre a Baía de Todos-os-Santos, com quatro faixas e vão livre de 85 metros de altura. A estrutura permitirá a passagem de grandes embarcações sem interromper as atividades portuárias, conectando Salvador ao Baixo Sul da Bahia por uma via expressa de 22 km na Ilha de Itaparica.

Além da ponte principal, o projeto prevê novos acessos em Salvador e a ampliação da BA‑001 entre Tairu e a Ponte do Funil. A estimativa é de circulação diária de 28 mil veículos quando estiver em operação.



Impacto econômico e geração de empregos

A construção deve criar cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos. Segundo o secretário extraordinário do Sistema Rodoviário Ocidental, Mateus da Cunha Dias, o empreendimento poderá movimentar até R$ 40 bilhões na economia regional, impulsionando setores como turismo, transporte e construção civil.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a nova ligação reduzirá custos logísticos e encurtará rotas de transporte de cargas vindas do oeste baiano. Caminhões que hoje percorrem longos trajetos poderão economizar até 200 km, aumentando a competitividade das empresas locais.

Parceria internacional e engenharia chinesa

O projeto será executado por meio de uma parceria público‑privada entre o Governo da Bahia e a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC). A participação chinesa representa 47% do investimento total, incluindo fornecimento de tecnologia e engenharia.

Durante o lançamento oficial, o presidente Lula ressaltou que o empreendimento reúne ganhos em emprego, renda, mobilidade e turismo, além de fortalecer a cooperação internacional na infraestrutura brasileira.



Leitura Nexus: o impacto estrutural e simbólico da Ponte Salvador–Itaparica

Mais do que uma obra de engenharia, a ponte representa uma mudança de paradigma na integração territorial da Bahia. A travessia sobre o mar deve reduzir desigualdades regionais e aproximar polos econômicos antes separados por limitações logísticas.

A parceria com empresas chinesas reforça o papel do Brasil como destino estratégico para investimentos em infraestrutura. A transferência de tecnologia e o modelo de concessão podem servir de referência para outros estados.

Nos próximos anos, o desafio será garantir que o impacto social acompanhe o avanço físico da obra — com qualificação profissional, sustentabilidade e planejamento urbano que preserve o entorno da Baía de Todos‑os‑Santos.

O que esperar daqui para frente

Com previsão de conclusão em 2030, a Ponte Salvador–Itaparica deve redefinir o fluxo de pessoas e mercadorias na região Nordeste. A expectativa é que o projeto se torne um marco da engenharia latino‑americana e um símbolo de integração econômica e cultural.

Para os baianos, a obra representa mais do que uma ligação física: é a promessa de um novo ciclo de desenvolvimento, conectando o litoral ao interior e o presente ao futuro da infraestrutura nacional.

Edição e Análise: Redação Diário Nexus

Fonte da Informação: Portal ND+

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